terça-feira, 18 de agosto de 2015

PENSAMENTOS
1.   Lembrete às Forças Armadas: ‘Fora PT’. Porém, ‘Abaixo a ditadura.’
2.   Ontem e hoje: Houve um tempo que governar era construir estradas. Hoje, governar é se esconder do povo.
3.   Doenças: Vergonha não é classificada por nenhum compêndio de medicina como enfermidade. Por isso, quando alguém diz ‘quase morri de vergonha’, está apenas usando uma metáfora, ou talvez uma hipérbole, que é uma espécie de metáfora exagerada. Mas se a vergonha pudesse realmente matar uma pessoa, como um infarto, por exemplo, a nossa presidente teria morrido ontem, 16/08/15.
4.   Questão de ponto de vista: Alguns políticos, inclusive os da base aliada, acham que a presidente deveria fazer um ‘mea culpa’. Para mim, delação premiada seria mais adequada.
5.   Shakespeare: Se a presidente soubesse inglês, poderia, tal como Ricardo III, suspirar “Now is the winter of our discontent.” Apesar do calorão que tem feito. E acrescentar, parodiando: “A bike! A bike! My kingdom for a bike!”
6.   Clima: Para quebrar o clima de pessimismo reinante no país, basta que o SUS distribua para 91% da população algum ansiolítico. Cloridrato de sertralina é muito bom.
7.   Recuperação: Eu não entendo nada de economia, mas não seria o caso de o governo entrar com um pedido de recuperação judicial, tipo ‘devo, não nego, pago quando puder.’?
8.   Diálogo:
- Dize-me com quem andas.
- Eu ando com o Lula, a Erenice, o Cerveró, o Duque, o Paulinho, a Gracinha e o Renan. Que eu me lembre.
- Então já sei quem és.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Impressões da Paulista (16/8)

a)    O mundo gira: As voltas que o mundo dá. Agora é o PT aliado ‘às elite’ e o presidente da CUT disposto a morrer para defender o Levy.
b)    Eu posso falar de boca cheia: ninguém me pagou para estar lá. Eu fui a pé. O que, confesso, não é mérito nenhum. Eu moro a uma quadra do Conjunto Nacional.
c)    Fez um bem danado estar no meio daquela multidão. Não berrei palavras de ordem, não cantei o hino, não pintei a cara de verde e amarelo, não apitei nem vuvuzelei. Apenas sorri, de alma lavada. Nem senti a dor nas pernas, que me acompanha há décadas.
a)    É chato reconhecer, mas os pouquíssimos negros que eu vi na Avenida vendiam espiga de milho, água de coco e camiseta tipo Fora PT. Havia também um grupinho atarantado, sem saber para que lado ir. Acho que eram haitianos querendo dar o fora de lá..
b)    Nem o próprio Collor, até onde eu me lembre, ousou chamar o impeachment de golpe. O que está na Constituição não é golpe. Faz parte do jogo. Agora, quando a coisa é golpe mesmo, aí o pessoal tenta chamar de revolução.
c)    Na avaliação do governo, as manifestações foram um retumbante fracasso: mais de 200 milhões de brasileiros não foram às ruas. Na visão míope, catarática, astigmatística, glaucomatosa e. por que não dizer vesga, do Planalto, são esses 200 milhões que dão ‘legitimidade ao voto recebido nas eleições de 2014.
d)    Escondida em baixo da pia da cozinha, ela acompanhava o noticiário no seu tablet. “Não estou pra ninguém”, mandou avisou.
e)    Aos poucos, escondidos em carros sem identificação oficial, iam chegando ao Palácio os membros do ‘núcleo duro’ do governo. Entraram por uma porta secundária. Parece que alguns até levantaram as jaquetas para esconder o rosto, como fazem os bandidos presos em flagrante.
f)     Ouvi de tudo ao longo da Avenida, menos: “PT, vai pra Cuba que te pariu!”
g)    Velho provérbio revisitado: A desunião (das oposições) faz a força (do governo).
h)   Não sei o que quer dizer BNDS, mas tenho certeza de que o B é de bomba.


domingo, 16 de agosto de 2015

 Pensamentos
1.    Convocação: Se o Palmeiras perder de novo, vamos todo a Paulista gritar ‘Fora Dilma!’, ‘Fora PT!’, ‘Fora Arouca!’, ‘Fora Lucas Barrios!’.

2.    O que é, o que é: Não apita nada e bota a maior banca?

3.    Boxe: Entre um assalto (no bom sentido, é claro) e outro, o pugilista, exausto, senta-se no banquinho, olhos esgazeados, e ouve as instruções contraditórias do seu treinador, do sparring e do cutman (o sujeito que conserta os estragos feitos na cara do boxeador. ‘Jab, jab de esquerda, direto de direita’, diz um. ‘Vai pra cima com a direita e mete um upper de esquerda’, orienta outro. ‘Guarda alta, protege o olho direito’, recomenda um terceiro. O público vaia. Atônito, o pobre saco de pancadas não sabe o que fazer. Assim eu vejo a presidente.

4.    O tempo não para: Se fosse possível voltar ao passado, eu pediria que o Pero Vaz de Caminha não escrevesse a tal carta ao rei e na volta Cabral diria a Sua Majestade:
- Alguma novidade, Comandante?
- Não, Majestade, nada que valha a pena relatar.


5. Sugestão: E se em vez de impeachment ou renúncia, a presidente e todo o ministério fugisse para Portugal, invertendo o gesto de Dom João VI?  

sábado, 15 de agosto de 2015

Pensamentos
1.    Bichos: O Brasil não é governado por um bicho de sete cabeças. São cinco cabeças e duas patas: Levy, Cunha, Temer, Lula e Renan. As patas vocês sabem a quem pertence.

2.    Apelo: Que ninguém, por favor, comece a cantar durante as manifestações do dia 16: “É pau, é pedra, é o fim do caminho.” Tom Jobim não merece.

3.    Esclarecimento: Que fique bem claro: eu não estou entendendo nada.

4.    Determinação: Enquanto estivermos aqui, aqui ficaremos!

5.    Caras: Quando ela faz aquela cara de brava, cerrando o cenho, me vem à cabeça, não sei por quê, um buldogue.

6.    Sugestão aos palmeirenses: Vão às manifestações no domingo, para não sofrer mais uma decepção lá no nosso estádio. Enquanto gritam ‘Fora PT’, ‘Fora isso’, Fora aquilo’, a gente se distrai e nem pensa no Guerrero.


7.    Dúvida judicial: Alguém ai, me diga o nome de, digamos, cinco criminosos que ficaram 30 anos presos. Não estou me referindo às penas, que podem chegar – esses nossos juízes são hilários – a 100, 200 anos ou mais. Eu quero saber quem ficou efetivamente 30 anos lá dentro.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

PENSAMENTOS

1.   Lava jato: Quanto mais se lava, mais sujo fica.
2.   Deu no Estadão (14/8/15): “O atual nome do Minhocão é uma homenagem ao Marechal Arthur da Costa e Silva.” Tem qualquer coisa de esquisito nisso, vocês não acham?

3.   Espeleotemas: Esses fósseis que a Polícia Federal está procurando em certas regiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, encontram-se em abundância na ilha de Curupu, no Maranhão.

4.   Fracasso: Independentemente de quantas pessoas saiam às ruas no domingo para protestar, o governo sempre poderá dizer que o número de mandiocas silenciosas é maior.
5.    Quem diria: Agora, em vez dos militares, é o governo dito ‘de esquerda’ que não pode não tolera ouvir a música do Vandré: “Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não.”
Tá aí um sugestão para as manifestações do dia 16.


6.   O STF adia julgamento sobre porte de drogas: Isso significa que as esposas dos políticos poderão, por hora, sair com seus maridos sem ser molestados pela polícia.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

CRIANÇAS, VOLTEI!

Depois de hospedar o ramo germânico da família por algumas semanas, resolvi me refazer da estafa, passando alguns dias fora de São Paulo. Eis que retorno, disposto, mais do que nunca, a enriquecer as letras nacionais e a salvar o país:
1.   Palmeiras: Tira o Marcelo Oliveira e chama o Gareca de volta. Perde do mesmo jeito, mas é mais divertido.
2.   De Maria Antonieta para Luís XVI: “Não esquenta não, Lulu. É só uma crise passageira. Me passa um brioche, querido.”
3.   Dilma tabelando com Zequinha de Abreu: Tipo tipo no fubá.
4.   Faz lembrar: Aquele ar altaneiro, aquele olhar no futuro, aquele queixo erguido – tudo no rosto da Dilma faz lembrar o general Patton (não o de verdade, que eu nem sei que cara tinha, mas o ator George C. Scott).
5.   Costas: Tem gente que quer ver Dilma pelas costas. Eu, pessoalmente, acho que tá ‘assim’ de mulher melhor pra gente ver por detrás.
6.   Cacete poliglota: Pau que dá em Chico dá em Francisco, Frank, Franz, François, Francesco e Φρανσίσκο, entre outros.

sábado, 1 de agosto de 2015

Caríssimos,
Eu queria modestamente comunicar ao mundo que o Joe, meu personal australiano, aluno de português e bambambam do Financial Times, estará num programa da Globo News hoje, 1/8, às 23:30.
Abraços orgulhosos,
Jelin