sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

46. abreugrafia

Segundo Janio de Freitas, Gilmar Mendes emitiu uma advertência importante: "Já avisei a alguns chefes de redação que, se me acontecer alguma coisa, sei quem tem a culpa". Deus te ouça, Meritíssimo, Deus te ouça.

Resposta do teste 45: b
Teste 46: abreugrafia 
a)   Manoel Dias de Abreu (1891-1962), médico e pesquisador paulista. Como Chefe do Departamento de Raios X da Inspetoria de Profilaxia da Tuberculose no Rio de Janeiro, ficava pê da vida com a pobreza dos aparelhos radiográficos de então. Passa a estudar meios de aperfeiçoar as ridículas máquinas existentes e bola um método rápido e barato de obter chapas radiográficas dos pulmões, contribuindo assim para o combate da tuberculose e do câncer de pulmão. Triste ironia: morreu de câncer do pulmão, uma vez que a vida inteira fumou feito um a chaminé. 
b)  José Gomes de Abreu, mais conhecido como Zequinha de Abreu (1880-1935), músico, compositor e regente de bandas. Suas mais famosas composições são ‘Tico-tico no fubá’ e ‘Por que tosses tanto assim, morena?’, ambas tornadas sucessos internacionais na voz de Cármen Miranda.  Aos 18 anos contraiu duas coisas: matrimônio com uma adolescente de apenas 14 anos, Durvalina Brasil, e uma tuberculose braba, doença até então praticamente incurável. O raio-X recebeu o nome de abreugrafia em sua homenagem.

c)   Raimunda Corrêa de Abreu (1904-1956), doméstica, nascida em Itaporanga d’Ajuda, no interior de Sergipe. Aos seis anos de idade, chegou ao Rio de Janeiro e instalou-se com a família no Morro da Providência. Aos 12, já com tuberculose, foi internada no antigo Hospital Alemão do Rio de Janeiro, lá permanecendo até os 20, quando recebeu alta. Foi a primeira paciente a ser tratada com o auxílio de chapas de raios-X, razão pela qual tais radiografias foram batizadas com o seu nome.  

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

45. paparazzo45. paparazzi

Resposta do teste 44: a
Antes de ir para o teste 45, um suspiro de desolação: Que bruta azar o nosso, hein! Cai um viaduto em plena Brasília, sede da corrupção nacional, e não acerta nenhum congressista...

Teste 45: paparazzi
a)   Papa Razzo II (1810-1903), nascido Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci-Prosperi-Buzzi. Quando foi eleito papa, abandonou seu pomposo e aristocratíco nome por algo bem mais simples: Razzo II. Mesmo ocupando o trono de São Pedro por mais de 20 anos, jamais abriu mão de sua paixão secreta, qual seja, seu amor pela fotografia. Quando os fiéis lhe vinham pedir a bênção, não eram eles que lhe pediam para fotografá-lo, mas o contrário, pois Razzo sacava sua rudimentar Rolleiflex e tirava uma foto. Não era ainda uma selfie, mas quase. Os modernos paparazzi, aqueles fotógrafos chatos que perseguem celebridades para fotografá-las às vezes em situações embaraçosas para depois vender suas fotos a jornais sensacionalistas, são assim chamados por causa do Papa Razzo II.

b)   Walter Santesso, personagem que fazia o papel de fotógrafo free lance em La Dolce Vita, de Fellini, tinha no filme o nome de Signore Paparazzo. O homem não desgrudava do jornalista Marcello Rubini, interpretado por Marcello Mastroiani. Este frequentava o high society de Roma e vivia cercado de celebridades. Paparazzo furtivamente tirava fotos, algumas comprometadoras, dessas personalidades do mundo artístico e político e repassava-as para a imprensa sensasionalista da época. Esses chatos de galocha são ainda chamados de paparazzi. A Princesa Diana que o diga.

c)   Laurentiu Puauppen Razzu, (1932-2004), médico legista nascido na Romênia, mas que emigrou para os Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial. Trabalhando como Chefe do Departamento de Clínica Forense na Flórida durante 17 anos, de tanto autopsiar cadáves em lamentável estado de decoposição, desenvolveu uma patológica tara pelos rostos das vítimas que ele tinha de examinar. Passou a fotografá-las secretamente e guardá-las a sete chaves sem jamais mostrá-las a ninguém. Só depois de sua morte, essas fotos vieram a público e foram um escândalo sem tamanho. Hoje elas estão no Museu Brukenthal de Sibiu, terra natal de Pauppen Razzu.


teste 44: saxofone

Resposta do teste 43: b

Teste 44: saxofone
a)   Antoine Joseph Sax, mais conhecido (sei lá por quê) como Adolphe Sax (1814-1894), nascido na Bélgica e criador de instrumentos musicais, tal como seu pai, que, no entanto, não inventou nada digno de nota. O jovem Adolphe, porém, aperfeiçoou o clarinete com apenas 20 anos de idade e aos 21 inventou o saxofone, que ele imaginava que ficaria muito bem em bandas militares. E fica mesmo, mas hoje, é também muito usado em músicas clássicas e no jazz. Quem diria...
b)   Jimmy “Buddy” Sax (1891-1951), cantor e trompetista americano, nascido em New Orleans, berço do dixieland ou jazz tradicional. A cada apresentação nos clubes da cidade, tocando na Creole Jazz Band, Sax ficava com os lábios roxos e doloridos. Chegavam a sangrar, ‘tadinho. Em 1914, farto do trompete, resolveu fazer umas adaptações no instrumento, para torná-lo mais funcional. O que ele fez? Simples: adaptou uma boquilha semelhante à do trompete a um oficleide, também conhecido popularmente como figle. Pronto: estava inventado o saxofone.

c)   Gunther Aethelbert, o Saxão (1825-1872), general do reino da Saxônia, que ficou famoso na Guerra Austro-Prussiana de 1866, por comandar pessoalmente o ataque de suas tropas contra a França. Para tal, ele usava uma corneta que emitia um som ridículo, mas que exercia um grande fascínio sobre os soldados. Após a vitória, aclamado como herói e condecorado pelo próprio imperador alemão, Ghilherme I, Gunther Aethelbert deu baixa no exército e passsou a dedicar-se ao piano e à corneta. Pouco antes de morrer, ele patenteou seu último invento, que denominou de saxofone, em homenagem à sua terra natal. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

43. tupperware

Resposta do teste 42: c

Teste 43: tupperware
a)   Jean-Claude Tupère (1923-1997), chef francês do famoso restaurante Maxim’s em Paris. Antes de tornar-se uma celebridade na culinária francesa, Tapère costumava preparar ostras frescas, sopa de cebola, frango assado, escalopes de vitela, rabos de porco, lagostas, linguado ao conhaque, entre outros pratos menos conhecidos, todos servidos em cumbucas de barro que já chegavam meio frios à mesa dos clientes. Foi aí que ele teve a ideia de inventar recipientes que mantivessem a temperatura ideal de seus pratos magníficos. O tupère de plástico foi um sucesso instantâneo.

b)  Earl Tupper (1907-1983), engenheiro americano. Na década de 40, teve a ideia de criar um recipiente para guardar alimentos. Tais recipientes já existiam, mas, por serem fabricados com plástico vagabundo, exalavam um cheiro muito forte, que acabava contaminando os próprios alimentos. Tupper resolveu usar polímeros mais caros e obteve assim um material plástico mais leve, flexível e inquebrável. Depois que ficou milionário, deu para fillosofar. Vejam uma de suas mais famosas tiradas: “Os frutos da vida só caem nas mãos dos que trepam na árvore para apanhá-los.”

c)   Caius Tuperius, escravo cartaginês que viveu no século I a.C. Trabalhou por cerca de 25 anos para o seu amo Tonius Crassus, realizando todo tipo de tarefas domésticas. Foi magister, secretário, preceptor e cozinheiro. Na cozinha, notabilizou-se por um prato especial, cuja receita secreta ninguém jamais soube imitar: carneiro ensopado com figos, pimenta da Índia e tâmaras do norte da África. A marca tupperware é uma homenagem ao seu talento culinário.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

42. tácito

Resposta do teste 41: a

Teste 42: tácito
a)   Pero d’Ávila Tácito, apelidado o Taciturno (1312-1367), fidalgo português que quase nunca abria a boca para dizer nada. Usava, no lugar de palavras, chibatas ou espadas. Homem carrancudo e violento, só no leito de morte confessou ao Abade Veríssimo o segredo de seu sepulcral silêncio: era gago.

b)   Giovani Taciti, cantor napolitano do século XVII. Nas cantinas onde se apresentava noite após noite, Taciti fazia longos e divertidos discursos para explicar a origem das cançonetas e os muitos regionalismos dialetais das suas letras. Tudo mentira, mas a clientela adorava. O adjetivo tácito, no sentido de subentendido, implícito, é uma ironia em relação ao estilo verborrágico de Giovani Taciti.



c) Publius Cornelius Tacitus (c. 56– c. 120), historiador romano, autor de obras que cobrem o reinado dos imperadores Tibério, Cláudio e Nero. O estilo literário de seus escritos é extremamente sóbrio e conciso, ao contrário de Plutarco, por exemplo, que usava e abusava dos adjetivos. Para se ter uma ideia de quão enxuta era sua prosa, basta um exemplo: Plurime leges, corruptissima republica, ou seja, quanto mais leis houver, maior será a corrupção. Parece que ele está falando de nós.   

41. mecenas

Resposta do teste 40: b

Teste 41: mecenas
a)    Caio Mecenas (70 a.C-08 a.C), amigão do imperador Augusto, milionário, estadista e patrono das artes em geral e das letras em especial. Grandes poetas, tais como Virgílio e Horácio, puderam contar com o seu apoio financeiro e sua proteção política. Este belo exemplo, de patrocinar as artes, as pesquisas científicas e o ensino em seus vários niveis, tão comum nos Estados Unidos, infelizmente ainda não pegou no Brasil – e não é por falta de milionários...
b)    Alexis Markopolous Mekenas (213 a.C-154 a.C), escultor grego que ficou escandalosamente rico vendendo suas estátuas para os sacerdotes dos templos de Apolo, Dioníso e Éfeso. Na velhice, cheio de remorso, resolveu torrar todas as suas dracmas patrocinando os jovens artistas que estavam surgindo, principalmente um rapaz lindo de morrer, forte, musculoso, mas de talento meio duvidoso. Seu nome era Adrastos.

c) Lorenzo Mecena (1449-1492), também conhecido como il Magnifico, estadista italiano nascido em Florença. Após várias guerras, conseguiu estabelecer um período de paz, durante o qual as artes floresceram rapidamente, sendo ele responsável em boa parte pelas grandes obras do Renascimento. Entre seus protegidos, podem-se citar os filósofos Marsílio Ficino e Pico della Mirandola, os poetas Pulci e Poliziano, o pintor Botticelli e o maior de todos os artistas: Michelangelo Buonarroti.   

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Meu mundo caiu (de novo)

Meu mundo caiu (de novo)
Permitam-me interromper meus singelos testes de epônimos, para fazer algumas breves e leves considerações. Obrigado.
De tombo em tombo, vou levando (em todos os sentidos). Já acreditei no PT. Achava que era o único partido político que merecia esse nome – partido. Fundado de baixo para cima, com o apoio primeiro do povo e depois dos intelectuais. Beleza. Caí do burro depois que aquele pilantra foi filmado pedindo propina para o Cachoeira. Aí deixei de ser petista e passei a odiar aquela corja de hipócritas.
Em seguida, apostei minhas fichas no STF, presidido por Joaquim Barbosa. Não deu em nada, ou quase nada. A corrupção continuou inabalável. Segue firme e forte até agora, e nunca vai parar.
Aí então surgiu meu novo heroi, o juiz Sérgio Moro. “Agora vocês safados, bandidos, patifes, salafrários, agora vocês vão ver uma coisa,” pensava eu. E tome condenação aqui, e tome condenação ali. Ah, que delícia ver um sacana poderoso ir em cana!
Mas ai! Estoura – ou melhor, vaza - a notícia de que o Moro, da maneira mais imoral possível, ainda que autorizada por uma decisão corporativa e sacana do juiz Luiz Fux, se vale desde 2014 para faturar mais de 4.000 reais a título de auxílio-moradia, sendo que é proprietário de um bom imóvel em Curitiba. O paladino da justiça e da moralidade está enterrado até as canelas na merda onde chafurdam os Lulas, os Cabrais, os Cunhas e tantos outros.

Bottom line: pra mim, acabou o PT, acabou o STF, acabou o Moro. O Brasil, coitado, esse acabou faz tempo.