quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

teste 44: saxofone

Resposta do teste 43: b

Teste 44: saxofone
a)   Antoine Joseph Sax, mais conhecido (sei lá por quê) como Adolphe Sax (1814-1894), nascido na Bélgica e criador de instrumentos musicais, tal como seu pai, que, no entanto, não inventou nada digno de nota. O jovem Adolphe, porém, aperfeiçoou o clarinete com apenas 20 anos de idade e aos 21 inventou o saxofone, que ele imaginava que ficaria muito bem em bandas militares. E fica mesmo, mas hoje, é também muito usado em músicas clássicas e no jazz. Quem diria...
b)   Jimmy “Buddy” Sax (1891-1951), cantor e trompetista americano, nascido em New Orleans, berço do dixieland ou jazz tradicional. A cada apresentação nos clubes da cidade, tocando na Creole Jazz Band, Sax ficava com os lábios roxos e doloridos. Chegavam a sangrar, ‘tadinho. Em 1914, farto do trompete, resolveu fazer umas adaptações no instrumento, para torná-lo mais funcional. O que ele fez? Simples: adaptou uma boquilha semelhante à do trompete a um oficleide, também conhecido popularmente como figle. Pronto: estava inventado o saxofone.

c)   Gunther Aethelbert, o Saxão (1825-1872), general do reino da Saxônia, que ficou famoso na Guerra Austro-Prussiana de 1866, por comandar pessoalmente o ataque de suas tropas contra a França. Para tal, ele usava uma corneta que emitia um som ridículo, mas que exercia um grande fascínio sobre os soldados. Após a vitória, aclamado como herói e condecorado pelo próprio imperador alemão, Ghilherme I, Gunther Aethelbert deu baixa no exército e passsou a dedicar-se ao piano e à corneta. Pouco antes de morrer, ele patenteou seu último invento, que denominou de saxofone, em homenagem à sua terra natal. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

43. tupperware

Resposta do teste 42: c

Teste 43: tupperware
a)   Jean-Claude Tupère (1923-1997), chef francês do famoso restaurante Maxim’s em Paris. Antes de tornar-se uma celebridade na culinária francesa, Tapère costumava preparar ostras frescas, sopa de cebola, frango assado, escalopes de vitela, rabos de porco, lagostas, linguado ao conhaque, entre outros pratos menos conhecidos, todos servidos em cumbucas de barro que já chegavam meio frios à mesa dos clientes. Foi aí que ele teve a ideia de inventar recipientes que mantivessem a temperatura ideal de seus pratos magníficos. O tupère de plástico foi um sucesso instantâneo.

b)  Earl Tupper (1907-1983), engenheiro americano. Na década de 40, teve a ideia de criar um recipiente para guardar alimentos. Tais recipientes já existiam, mas, por serem fabricados com plástico vagabundo, exalavam um cheiro muito forte, que acabava contaminando os próprios alimentos. Tupper resolveu usar polímeros mais caros e obteve assim um material plástico mais leve, flexível e inquebrável. Depois que ficou milionário, deu para fillosofar. Vejam uma de suas mais famosas tiradas: “Os frutos da vida só caem nas mãos dos que trepam na árvore para apanhá-los.”

c)   Caius Tuperius, escravo cartaginês que viveu no século I a.C. Trabalhou por cerca de 25 anos para o seu amo Tonius Crassus, realizando todo tipo de tarefas domésticas. Foi magister, secretário, preceptor e cozinheiro. Na cozinha, notabilizou-se por um prato especial, cuja receita secreta ninguém jamais soube imitar: carneiro ensopado com figos, pimenta da Índia e tâmaras do norte da África. A marca tupperware é uma homenagem ao seu talento culinário.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

42. tácito

Resposta do teste 41: a

Teste 42: tácito
a)   Pero d’Ávila Tácito, apelidado o Taciturno (1312-1367), fidalgo português que quase nunca abria a boca para dizer nada. Usava, no lugar de palavras, chibatas ou espadas. Homem carrancudo e violento, só no leito de morte confessou ao Abade Veríssimo o segredo de seu sepulcral silêncio: era gago.

b)   Giovani Taciti, cantor napolitano do século XVII. Nas cantinas onde se apresentava noite após noite, Taciti fazia longos e divertidos discursos para explicar a origem das cançonetas e os muitos regionalismos dialetais das suas letras. Tudo mentira, mas a clientela adorava. O adjetivo tácito, no sentido de subentendido, implícito, é uma ironia em relação ao estilo verborrágico de Giovani Taciti.



c) Publius Cornelius Tacitus (c. 56– c. 120), historiador romano, autor de obras que cobrem o reinado dos imperadores Tibério, Cláudio e Nero. O estilo literário de seus escritos é extremamente sóbrio e conciso, ao contrário de Plutarco, por exemplo, que usava e abusava dos adjetivos. Para se ter uma ideia de quão enxuta era sua prosa, basta um exemplo: Plurime leges, corruptissima republica, ou seja, quanto mais leis houver, maior será a corrupção. Parece que ele está falando de nós.   

41. mecenas

Resposta do teste 40: b

Teste 41: mecenas
a)    Caio Mecenas (70 a.C-08 a.C), amigão do imperador Augusto, milionário, estadista e patrono das artes em geral e das letras em especial. Grandes poetas, tais como Virgílio e Horácio, puderam contar com o seu apoio financeiro e sua proteção política. Este belo exemplo, de patrocinar as artes, as pesquisas científicas e o ensino em seus vários niveis, tão comum nos Estados Unidos, infelizmente ainda não pegou no Brasil – e não é por falta de milionários...
b)    Alexis Markopolous Mekenas (213 a.C-154 a.C), escultor grego que ficou escandalosamente rico vendendo suas estátuas para os sacerdotes dos templos de Apolo, Dioníso e Éfeso. Na velhice, cheio de remorso, resolveu torrar todas as suas dracmas patrocinando os jovens artistas que estavam surgindo, principalmente um rapaz lindo de morrer, forte, musculoso, mas de talento meio duvidoso. Seu nome era Adrastos.

c) Lorenzo Mecena (1449-1492), também conhecido como il Magnifico, estadista italiano nascido em Florença. Após várias guerras, conseguiu estabelecer um período de paz, durante o qual as artes floresceram rapidamente, sendo ele responsável em boa parte pelas grandes obras do Renascimento. Entre seus protegidos, podem-se citar os filósofos Marsílio Ficino e Pico della Mirandola, os poetas Pulci e Poliziano, o pintor Botticelli e o maior de todos os artistas: Michelangelo Buonarroti.   

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Meu mundo caiu (de novo)

Meu mundo caiu (de novo)
Permitam-me interromper meus singelos testes de epônimos, para fazer algumas breves e leves considerações. Obrigado.
De tombo em tombo, vou levando (em todos os sentidos). Já acreditei no PT. Achava que era o único partido político que merecia esse nome – partido. Fundado de baixo para cima, com o apoio primeiro do povo e depois dos intelectuais. Beleza. Caí do burro depois que aquele pilantra foi filmado pedindo propina para o Cachoeira. Aí deixei de ser petista e passei a odiar aquela corja de hipócritas.
Em seguida, apostei minhas fichas no STF, presidido por Joaquim Barbosa. Não deu em nada, ou quase nada. A corrupção continuou inabalável. Segue firme e forte até agora, e nunca vai parar.
Aí então surgiu meu novo heroi, o juiz Sérgio Moro. “Agora vocês safados, bandidos, patifes, salafrários, agora vocês vão ver uma coisa,” pensava eu. E tome condenação aqui, e tome condenação ali. Ah, que delícia ver um sacana poderoso ir em cana!
Mas ai! Estoura – ou melhor, vaza - a notícia de que o Moro, da maneira mais imoral possível, ainda que autorizada por uma decisão corporativa e sacana do juiz Luiz Fux, se vale desde 2014 para faturar mais de 4.000 reais a título de auxílio-moradia, sendo que é proprietário de um bom imóvel em Curitiba. O paladino da justiça e da moralidade está enterrado até as canelas na merda onde chafurdam os Lulas, os Cabrais, os Cunhas e tantos outros.

Bottom line: pra mim, acabou o PT, acabou o STF, acabou o Moro. O Brasil, coitado, esse acabou faz tempo.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Teste 40: cesariana

Pensamento dia: O STF: contra a corrupção, mas a favor dos corruptos

Resposta do teste 39: a

Teste 40: cesariana

a)   Cesare Beccaria (1738-1794), jurista italiano, autor de um livro que lançou as bases do Direito Penal tal como o vemos hoje: “Dos Delitos e das Penas”. Nele, Beccaria investe contra as péssimas condições das prisões italianas e se coloca frontalmente contrário à prática da tortura. Em outra obra sua não tão famosa, mas igualmente importante, “Dalla consegna attraverso taglio cesareo”, Beccaria critica os médicos que retiravam bebês do útero materno na marra, sem nenhum cuidado com a mãe. Por isso, a cirurgia para a retirada do bebê ‘pela barriga’ acabou levando o seu prenome.

b)   Erradamente, deu-se o nome de parto por cesariana como uma espécie de homenagem a Júlio César (100 a.C-44 a.C), imaginando-se que o grande general romano tivesse nascido dessa maneira. Ledo engano: no tempo de César, o corte do ventre da mãe para a retirada do bebê do seu útero só era realizado em mulheres mortas e Aurélia Cota, a mãe de César, só veio a falecer muito tempo depois do nascimento do filho ilustre.


c) Grigoriy Rasputin Caesarivich (1869-1916), charlatão russo que caiu nas boas graças da família imperial, principalmente depois que realizou uma cesariana na Czarina Alexandra Romanov e conseguiu salvar o bebê, Alexei Nikolaevich Romanov, que, infelizmente, nasceu hemofílico. Mas, claro, isso não foi culpa dele. Na corte de São Petersburgo, uns o viam como um profeta e visionário, enquanto outro consideravam-no um picareta devasso e beberrão. Estes estavam certos. De qualquer forma, a cirurgia cesariana leva hoje esse nome por causa de Rasputin.


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

39. Pânico

Resposta do teste 38: c

Teste 39: pânico
a)   Pan, deus dos bosques, das pastagens e dos pastores. Dentre os deuses da mitologia grega, Pan era dos mais tranquilos, matando o tempo em bucólicos passeios pelos campos do Olimpo. Agora, que ninguém se atrevesse a incomodá-lo durante sua soneca após o almoço. Pan acordava num mau humor tal, que soltava um grito pavoroso, assustando as ovelhas e fazendo-as disparar em todas as direções. Em outras palavras, elas e, mais do elas, os pastores, entravam em pânico. Vocês não imaginam o que eles diziam de Pan quando isso acontecia.

b)    São Felipe, um dos doze apóstolos, muito querido de todos por sua bondade e pelos pães deliciosos que ele sabia assar. Após a ressurreição de Cristo, Felipe foi enviado, juntamente com sua irmã Mariana, para pregar na Grécia, Frígia e Síria, lugares perigosos até hoje. Na cidade de Hierópolis, São Felipe operou um milagre: curou a mulher do procônsul e converteu-a ao cristianismo. O procônsul, pê da vida, mandou crucificá-lo de cabeça para baixo. Mesmo assim, Felipe continuou a pregar. A multidão, comovida, pediu que o procônsul aliviasse a barra de Felipe, mas este protestou, dizendo que estava tudo bem e que eles não precisavam se incomodar. Morreu na cruz. Hoje em dia, os devotos de São Felipe representam-no na cruz, com uma cesta de pães e outras coisas que não vêm ao caso. Reza a lenda que alguém roubou os pães durante a noite e Felipe ficou desesperado, isto é, em pânico, gritando até morrer: “I miei pani! Dove sono i miei pani, porca miseria?”

c)   Ludwig van Beethoven (1770-1827), compositor alemão, autor de, entre outras obras, nove sinfonias – uma mais espetacular do que a outra, principalmente porque ele foi perdendo a audição progressivamente, tendo ficado, por volta de 1796, aos 26 anos de idade, surdo como uma porta. Exatamente por isso, num acesso de raiva, ele criou a imortal e popularíssima Sinfonia n.º 5 em dó menor Op. 6, composta entre 1804 e 1808. O início, transcrito abaixo, é uma sucessão de pan-pan-pan-pan verdadeiramente assustadora. Daí a associação de pânico ao desespero de Beethoven em não conseguir ouvir direito as obras primas que ele próprio compunha.
  


{\clef treble \key c \minor \time 2/4 {r8 g'8[ g'8 g'8] | ees'2\fermata | r8 f'8[ f'8 f'8] | d'2~ | d'2\fermata | } }