segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

32. Casa da Mãe Joana

Resposta do teste 31: b
Teste 32: Casa da Mãe Joana
a)   Joana I, rainha de Nápoles (1326-1382). Em 1347, vivendo exilada em Avignon, na França, para onde fora expulsa pela Igreja em virtude de sua vida escandalosa e desregrada, ajudou a regulamentar os bordéis da cidade. E sua própria casa era uma bagunça só, onde cada um fazia a que bem entendia – sozinho ou com quantos topassem participar.

b)   Joana Fagundes da Costa (1713-1773), esposa do Conde d’Arcos. Mulher recatada e virtuosa, mãe de 14 filhos, mudou subitamente de comportamento quando ficou viúva. Abriu as portas do castelo em que vivia às margens do rio Douro, próximo à Vila Nova de Gaia, a todo viajante desejoso de um copito de vinho e uma cama quente. Para vergonha de seus filhos, ela dizia que sua casa “tem uma porta por onde todos podem entrar.” Como a região é rica em vinhedos, Dona Joana, bonitona ainda em seus trinta e poucos anos, vivia cercada de homens. Morreu na miséria. E bêbada.


c)   Joana da Silva (1804-1855), dona do mais famoso prostíbulo do Brasil Central. Seu bordel se localizava onde hoje está a Praça dos Três Poderes em Brasília. Para frequentar sua casa, ela exigia que os homens, além da taxa cobrada pelas “meninas”, lhe pagassem em títulos de propriedades de terras e sinecuras para seus seis filhos. Morreu riquíssima e seus descendentes ainda hoje gozam de muito prestígio e influência na região. A casa não existe mais, porém a fama permanece.

sábado, 20 de janeiro de 2018

31. Código Morse

Resposta do teste 30: a
Teste 31: código Morse
a)   John Clemens Morse (1802-1867), capitão e engenheiro americano que lutou na Guerra Civil Americana no exército da União contra os Confederados do Sul. Os despachos de guerra levavam dias até chegar ao seu destino. Morse passou a imaginar um sistema linear que pudesse transmitir as mensagens rapidamente. De início, o sistema não deu muito certo, porque Morse, ferido no braço direito, só conseguia enviar mensagens com a mão esquerda e o operador não conseguia entender nada que ele escrevia com seus pontos e traços. Hoje, seu código é coisa de museu.

b)   Samuel Morse (1791-1872), pintor e retratista americano. A ideia de desenvolver um meio de comunicação de longa distância de maneira rápida e eficiente lhe veio à mente enquanto trabalhava num retrato do Marquês de Lafayette, o grande líder francês que deu todo seu apoio à causa dos colonos americanos na Guerra da Independência. Num dia, ele recebeu por um mensageiro a cavalo uma carta de seu pai que dizia: “Sua esposa adoeceu mas já está melhor.” No dia seguinte, uma outra carta: “Ela faleceu.” Acabrunhado por não poder sequer estar presente ao funeral da esposa, ele passou a interessar-se por electromagnetismo e acabou inventando um código feito de pontos e traços que até hoje é usado.


c)   Edward L. Morse (1799-1853), médico americano, inventor da lente de contato e do aparelho auditivo, além, é claro, do código que leva o seu nome. Cansado de atender no Hospital  Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, pacientes que não enxergavam direito ou que não distinguiam o apito de um trem de uma ópera de Mozart, resolveu ajudá-los, criando um sistema de traços e pontos, juntamente com pequenas luzes  que produziam sons bem altos, de modo que qualquer um pudesse entender. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Resposta do teste 29: c
Teste 30: coquetel molotov
a)   Viatcheslav Mikhailovitch Molotov (1890-1986), diplomata e político da antiga União soviética. Seu sobrenome original era Scriábin, mas ele - russo tem cada ideia...- resolveu mudá-lo para Molotov, derivado de molot (martelo). Seu nome passou a designar as bombas incendiárias muito usadas em protestos e guerrilhas urbanas, porque, ao justificar as ações criminosas do Exército Vermelho contra as cidades finlandesas, durante a Guerra de Inverno, Molotov alegou que as forças soviéticas não estavam lançando bombas contra a população civil, mas sim cestos de pães. Dessa forma, as bombas russas passaram a ser apelidadas de pães Molotov e as bombas finlandesas feitas de um líquido inflamável, transportado numa garrafa de vidro, com um pavio na ponta, de coquetéis Molotov.
b)   Nikolai Boyaskavitch Molotov (1890-1986), barman do Molodyozhny Hotel de 1955 a 1965. Homem de poucas palavras, não pensava duas vezes antes de fazer alguma besteira. Fê-la em 1965, um ano após Leonid Brejnev assumir o poder na USSR. Por causa de um comentário grosseiro do Chefe do Politburo soviético, que, para variar estava um tanto alcoolizado no saguão do hotel, Nikolai quebrou uma coqueleteira na cabeça do grande líder. Foi preso, espancado e enviado para um gulag na Sibéria. Foi companheiro de cela de Alexander Soljenítsin, o grande romancista, dramaturgo e historiador russo que tornou conhecida no mundo todo a garrafada que Brejnev levou de Molotov.
 Sergei Alexandrovitch Garilov (1890-1986), estivador no porto de São Petersburgo. Homem fortíssimo, liderou uma revolta dos portuários contra as autoridades russas. Exigindo melhores condições de trabalho e um aumento de salário (reivindicações de praticamente toda manifestação de protesto de trabalhadores), Molotov introduziu uma novidade no movimento operário, pretendendo – e conseguindo! – que, junto com o pagamento, os trabalhadores recebessem também uma garrafa de vodca, que por isso mesmo passou, em sua homenagem, a ser chamada de coquetel Molotov.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Teste 29: masoquismo

Resposta do teste 28: a
Teste 29: masoquismo
a)   Albert Pierrepoint-Masock (1805-1882), proprietário de um pub inglês na cidade de Lancashire. Sempre que solicitado, dirigia-se à prisão de Chesterfield para enforcar os condenados à pena de morte. Sentia um indescritível prazer em presenciar as execuções. Ao voltar para casa, descrevia num diário secreto todas as sensações que experimentara. Ele sempre pedia à sua esposa para enforcá-lo na cama durante o ato sexual. “Só um pouquinho.” dizia ele. “Are you out of your mind?” ela reagia. Este diário se encontra hoje na Biblioteca do British Museum.

b) Gregor von Masoch (1740-1814), conde alemão e parente distante de Ludwig von Beethoven. Os dois se davam muito mal. Homem impaciente e irascível, logo perdia as estribeiras quando, aos berros, era obrigado a repetir três ou quatro vezes tudo que dizia ao grande compositor. “Você quer chá?” “Quê?” “Você quer chá?” “Quê?”  “Você quer chá?” “Quê? Fala mais alto!” Quando Masoch ia para casa, furioso, pedia que sua amante o espancasse, pois este era o único jeito de se acalmar. 


c) Leopold Sacher-Masoch (1836-1895), escritor e jornalista austríaco. Quem olhasse para aquela figura austera e respeitável jamais suspeitaria que por trás daqueles bigodões se escondia um sujeito esquisitíssimo, com taras sexuais até então desconhecidas. O cara chegou a assinar um contrato com sua amante, a Baronesa Fanny Pistor, pelo qual ele se obrigava a ser tratado por ela como escravo por um período de seis meses, submetendo-se a todo tipo de perversão. Em contrapartida, a única obrigação dela era usar casacos de pele quando estivesse a fim de maltratá-lo. Chegaram a viajar de trem para a Itália – ele num vagão da 3ª classe e ela, gostosona, na 1ª. Esta aventura está descrita no romance Venus im Pelz, que, se não me engano, quer dizer ‘A Vênus das Peles’.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Teste 28: linchamento

Resposta do teste 27: b

Teste 28: linchamento: qual a origem deste antipático e cruel substantivo?

a)   Charles Lynch (1736-1796), latifundiário americano, que acumulava também as funções de juiz em Virginia, sem ter sido legalmente nomeado para tal. Quaker fervoroso, ele aplicava penas duríssimas a quem fosse acusado de apoiar as tropas britânicas durante a Guerra de Independência. Aparentemente, ele tinha mais bronca dos mineiros vindos do País de Gales do que dos escravos negros. Apesar disso, o linchamento está intimamente associado à prática de fazer justiça com as próprias mãos, tendo como vítimas os afro-descendentes.

b)  Emmett Lynch (1830-1844), adolescente negro, nascido em Chicago, que, como todos sabem, fica no norte dos Estados Unidos. Aos 14 de idade, foi passar as férias de verão na casa de seu tio Moses Lynch no Mississippi, que, como vocês também sabem, fica no sul. Lá, uma branquela muito da sem sal acusou-o de ter tentado estuprá-la. Ele foi impiedosamente espancado e enforcado por um bando de homens brancos. Anos mais tarde, a mulher confessou que o rapaz tinha apenas assobiado para ela, o que, para Oprah Winfrey, Natalie Portland e Reese Witherspoon, entre outras, já seria motivo não para linchamento, mas pelo menos uma severa admoestação.


c)    Rosa Lynch (1879-1956), ativista negra e defensora dos direitos civis. No dia 1 de dezembro de 1919, em Montgomery, Alabama, Rosa pegou um ônibus e foi sentar-se obedientemente na parte traseira, reservada à colored section. Como não havia assentos disponíveis na parte da frente, o motorista – branco, é claro – mandou que Rosa cedesse seu lugar para um passageiro branco que acabara de subir no ônibus. Rosa disse não, o motorista engrossou, o pau comeu, os negros deram início a um boicote ao serviço de ônibus da cidade e ela só não foi linchada porque o caso teve repercussão internacional. Mas a Lei dos Direitos Civis é conhecida lá no sul como Lynch Law.  

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Teste 27: guilhotina

Resposta do teste 26: c
Teste 27: guilhotina
a)   Marie-Émilie Guillotine (1745-1809), célebre meretriz francesa que rodava bolsinha na Rue St. Denis, disputanto pau a pau (no bom sentido) a preferência dos visitantes do Museu do Louvre, não muito distante dessa ‘via do pecado’. Mulher voluntariosa e de caráter intempestivo, não hesitava em decepar o pingulim de quem se atrevesse a não lhe pagar pelos serviços prestados. Seus clientes morriam de medo de seus ataques de ira, mas diziam que valia a pena. “A mulher era demais,” afirmavam eles.
b)   Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814), médico e político, ao contrário do que se pensa, não inventou a guilhotina. Ele até era contra a pena de morte. O que ele fez foi propor um mecanismo que tornasse a execução de criminosos de qualquer classe social – nobres ou plebeus – mais igualitária. Até então, os nobres eram decapitados por um golpe de machado ou espada, enquanto os plebeus eram normalmente enforcados. Agora, fala sério: ele não desenhou nem projetou a guilhotina. Por coincidência, um obscuro médico de Lyons, chamado J.M.V. Guillotin foi guilhotinado. Azar dele. O nosso Joseph-Ignace Guillotin morreu em casa, junto à família, de morte natural, acabrunhado de ver seu nome associado àquela coisa medonha.

c)   Franz Ferdinand Weber (1762-1790), estudante alemão cursando Direito na Sorbonne. Uma noite, voltando para casa, encontrou uma moça chorando sozinha numa praça. Ofereceu-se, sem malícia, para dar-lhe abrigo em seu pobre quartinho. A moça aceitou, mas quando o rapaz foi fazer-lhe, sem malícia, um carinho no rosto, a cabeça da moça caiu-lhe nos pés. A polícia não acreditou na história e ele foi executado naquela máquina recém-inaugurada, que nem nome tinha ainda. Resolveram batizá-la com o sobrenome da pobre moça: Francesca Giullotinati, faxineira italiana.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Thank you very much much indeed

Eu tentei agradecer individualmente a cada um dos meus amigos e alunos (não os chamo de ex-alunos, porque na minha lembrança vocês seguem tendo 17 anos), mas desculpem: cansei. Por isso, valho-me deste espaço para dar um grande, um imenso abraço a todos os que ainda se lembram de mim. Não tinha menor ideia da repercussão do meu 'comunicado'. You really made my day