sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

10. acaciano

Quosque tandem, Temer, abutere patientia nostra?
Brasilia delenda est
Resposta do teste 9: a
Teste 10: acaciano
a)   Comendador Acácio, personagem fictício criado por Machado de Assis em seu livro ‘Quincas Borba’. É descrito como um diploma baiano, famoso por sua poesia satírica, cheia de palavrões impublicáveis (na época). Sob o pseudônimo de Carrasco Doce, fazia uma critica impiedosa à sociedade do Rio de Janeiro, recebendo por isso o apelido de "Pena do Inferno". Homem violento, do tipo ‘não levo desaforo para casa’, morreu esfaqueado numa briga de bar num prostíbulo de Montmartre em Paris. O caso foi abafado, porque na ocasião, Acácio deveria estar servindo em Bruxelas. Sua figura desprezível passou a ser o símbolo do escárnio.
b)   Capitão Acácio, personagem fictício criado por Graciliano Ramos em sua obra prima ‘Vidas Secas’. É descrito como um homem rude, de poucas palavras, que prendia e esfolava seus inimigos políticos, repetindo sempre seu famoso bordão: ‘Governo é governo’. Foi nomeado Capitão da Guarda Nacional pelo próprio Imperador D. Pedro II. em recompensa por seus livros de história, todos cheios de bobagens e imprecisões. Sua figura grotesca passou a ser o símbolo da ignorância intelectual.

c)   Conselheiro Acácio, personagem fictício criado por Eça de Queiroz em seu romance ‘O Primo Basílio’. É descrito como um solteirão empertigado, defensor da moral e bons costumes. Com a cabeça cheia de citações e vazia de idéias, não perdia a oportunidade de proferir, em tom solene, chavões e frases grandiloquentes. Sua criada e também amante, traía-o despudoradamente. Sua figura ridícula passou a ser o símbolo do falso intelectual e do moralismo hipócrita. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

9. celsius

Quosque tandem, Temer, abutere patientia nostra?
Brasilia delenda est

Resposta do teste 8: c
Teste 9: celsius
a)   Anders Celsius (1701-1744) inventou o termômetro centígrado dois anos de sua morte prematura. Numa palestra na Academia de Ciências da Suécia, ele apresentou sua nova escala termométrica, usada até na maioria dos países. Antes disso, ele tinha viajado até a Lapônia, onde mora o Papai Noel, só para comprovar que a Terra era chata nos polos, coisa que Isaac Newton, que praticamente nunca saiu de Cambridge, já sabia.
b)  Caius Gracus Celsius (231 a.C- 174 a.C), matemático romano, autor de Principia Metaphysica, em que ele defende que a temperatura – seja da água, seja do tempo – só pode ser calculada numa escala de 0 a 100. Pouco se sabe sobre sua vida privada. Ironicamente, morreu de frio em Pompeia no inverno de 174 a.C.
c)   Dariusz Czeslaw (1686-1736), físico polonês, criador do termômetro por dilatação do mercúrio. Seu pai insistiu muito para que ele se dedicasse ao comércio, como era tradição na família, mas ele preferiu seguir os estudos científicos por conta própria. Passou quase a vida toda dedicando-se ao aperfeiçoamento de termômetros, barômetros, higrômetros e aerômetros. Era meio maluco e morreu solteiro.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

casanova

Quosque tandem, Temer, abutere patientia nostra?
Brasilia delenda est

Resposta do teste 7: b
Teste 8: casanova
a)   Gianpietro Baroldi (1745-1812), filho bastardo de Francesco Palladini, um nobre genovês sem um tostão no bolso, mas que fingia ser um milionário.  Rapaz bonito e sedutor, Gianpietro, um durango, vivia faturando as mulheres da alta sociedade, morando de graça nas propriedades delas. Como ele tinha uma amante atrás da outra, estava sempre mudando de endereço. Daí seu apelido: Gianpietro Casa Nuova.
b)  Maestro Cesare Casanova (1756-1830), compositor de valsas e mazurcas. Como isso lhe rendia muito pouco dinheiro, ele também dava aula particular de piano para as jovens aristocratas da época em Roma, sua cidade natal. Entre um compasso e outro, o malandro aproveitava para seduzir as moçoilas casadouras da capital italiana. Reza a lenda que nenhuma lhe escapou.

c)   Giacomo Casanova (1725-1798) estava a pricípio destinado à carreira eclesiástica, mas a religião decididamente não era a sua praia. Dizem que teve mais de 700 amantes. Ele costumava negar com um sorrisinho maroto. “Que exagero...Acho que não passou de 500.” Dono de fina lábia, não só seduzia todas (repito: todas) as mulheres de Veneza, sua terra natal, como também se relacionava com os intelectuais mais badalados de seu tempo, tais como Mozart, Voltaire e Goethe.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

cardigan

Quosque tandem, Temer, abutere patientia nostra?
Brasilia delenda est

Resposta do teste 6: c
Teste 7: cardigan
a)   Espécie de pulôver criado por Coco Chanel em 1904, recebeu o nome de cardigâ em homenagem a um de seus amantes, Charles Forth, Duque de Cardigan. Ele detestava aqueles botões pregados na frente do cardigan, mas Chanel fazia questão que ele o usasse toda vez que fossem vistos juntos em público. O romance durou menos de um ano, mas a moda pegou.
b)   Foi James Brudenell, o 7º conde de Cardigan que popularizou esse tipo de pulôver, depois que se tornou uma celebridade e um herói na guerra da Crimeia contra os russos. Ele e seus oficiais usavam o cardigan, que ainda não tinha esse nome (eles o chamavam simplesmente de colete), por baixo do uniforme, para aquecê-los um pouco, porque o inverno russo é fogo. Napoleão e Hitler que o digam.

c)   Sir Peter Thousend, grande proprietário de terras em Cardiganshire, caiu do cavalo e feriu-se gravemente durante uma caça à raposa. Seus amigos, vendo que ele sangrava abundantemente, tiveram que rasgar-lhe o pulôver e a camisa para fazer um curativo. Foi aí que Sir Cardigan (assim eles o chamavam) teve a ideia de criar uma espécie de colete de lã com botões. Dali em diante, ele não tirava o cardigan do corpo, fizesse sol ou chuva.

braille

Quosque tandem, Temer, abutere patientia nostra?
Brasilia delenda est

Resposta do teste 5: a
Teste 6: braille
a)   Louis Braille (1809-1852) nasceu cego e, compreensivelmente, foi uma criança muito chata e birrenta. Vivia perguntando ‘cadê? cadê?’. Só passou a comportar-se melhor quando Cecille Duprès, uma tutora, espécie de professora particular, mostrou-lhe que era possível ler usando um alfabeto especial com letras em altorrelevo. De fato, ele aprendeu mesmo a ler, mas preferiu inventar um sistema próprio que é usado até hoje.
b)   Louis Braille, que já não enxergava bem, levou uma bolada na cara durante uma pelada numa escola particular em Coupvray, na França. Aí sua vista piorou e, aos 18 anos, foi dispensado do serviço militar. Teimoso, pediu para ser admitido, convencendo o encarregado do alistamento que ele tinha bolado um jeito de ler mensagens no escuro, o qual podia ser utilizado por soldados quando em batalhas noturnas. Foi um sucesso.

c)   Aos 3 anos de idade, o pequeno Louis Braille feriu-se no olho enquanto brincava com uma ferramenta do pai. O olho infeccionou, afetou o outro olho e em pouco tempo ele ficou completamente cego. Inconformado, ele passou a desenvolver um sistema composto de pontos em relevo que lhe permitisse ler. Na escola para cegos onde o próprio Braille estudou, um dos professores chegou a proibir que se usasse tal sistema. Só alguns anos depois de sua morte, a diretoria da escola percebeu que aquele professor era um idiota e adotou o código de Braille. 

domingo, 3 de dezembro de 2017

boicote

Quosque tandem, Temer, abutere patientia nostra?
Brasilia delenda est.
Resposta do teste 4: b

Teste 5: boicote
a)   Charles Cunningham Boycott (1832-1897), militar britânico contratado por um latifundiário irlandês para admministrar suas terras. Querendo puxar o saco do patrão, recusou-se a abaixar o valor dos aluguéis devidos pelos trabalhadores rurais. Estes então pararam de trabalhar nas terras do ‘coronel’ e começaram a dar um gelo no homem, não lhe dirigindo a palavra e sentando-se longe dele na igreja aos domingos. Funcionou. Boycott, profundamente envergonhado, pediu demissão e voltou para a Inglaterra no no dia 1 de dezembro de 1880.
b)  Francis Brandon Cott (1798-1822), aristocrata inglês e companheiro de Lord Byron nas farras que ambos aprontavam primeiro em Oxford e depois em suas viagens pela Itália. Byron, quatro anos mais velho que Francis, chamava-o carinhosamente de Boy Cott. Um dia, eles brigaram e Byron nunca mais falou com ele nem lhe respondeu as várias cartas que Cott lhe escreveu. Francis B. Cott, dizem, morreu de tristeza em Capri.

c)   Lady Catherine McGray Cott (1805-1867), descendente de uma tradicional família escocesa, costumava escandalizar a sociedade local (refiro-me a Edinburgh, sua terra natal), usando roupas masculinas e fumando charutos em público. Todos a chamavam de Lady Tomboy Cott e os jornais publicavam quase que diariamente charges de Lady Catherine – ora dançando de calças compridas com uma mulher, ora andando a cavalo com uma perna de cada lado do animal. Quando ela resolveu publicar um livro de poemas, o livro encalhou nas livrarias. Dos 1000 volumes impressos, somente 27 foram vendidos.

sábado, 2 de dezembro de 2017

bloody mary

Quosque tandem, Temer, abutere patientia nostra?
Brasilia delenda est.

Lembrete: Hoje, 2/12/2017, às 18 horas, na Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94 – São Paulo, SP, Maria Josephina Mignone dará um recital de piano, executando valsas de seu marido, Francisco Mignone, ocasião em que será lançado o livro “24 Valsas Brasileiras”, com texto em português e inglês. É aí que eu entro em campo.

  
Resposta do teste 3: c

Teste 4: bloody mary

a)   uma das seis esposas de Henrique VIII, que não suportava ver sangue e desmaiava toda vez que seu marido voltava das caçadas, levando para casa veados e javalis, que em geral pingavam sangue e sujavam  todo o chão do castelo de Windsor. Isso tirava Henrique do sério, e ele, farto daqueles chiliques, mandou decapitar a pobre Mary.
b)  uma das filhas que Henrique VIII teve com Catarina de Aragão. Quando, depois de intermináveis brigas em família, Mary foi coroada rainha, ela não deixou barato: durante seu curto reinado de apenas 5 anos,  restabeleceu o catolicismo, que havia sido substituído pela Igreja Anglicana por seu pai e passou a perseguir e matar todo e qualquer protestante que se atrevesse a desobedecer as normas do Vaticano. Dizem que foram mais de 300.

c)   a meia-irmã de Elizabeth I. Católica fervorosa e alérgica ao malte com que era feito o uísque, ela testou várias combinações – cerveja com alho, gim com limão, vinho com gengibre – e acabou criando um novo drinque, uma mistura de vodca, suco de tomate, suco de limão, sal, molho inglês e pimenta. Quando não havia pimenta, ela usava pólvora.